COMPARTILHANDO A PALAVRA
TEXTO→ LUCAS 17.1-2.
TEXTOS ADICIONAIS → II CO. 6.3; SLS. 140.4; MT. 5.29,30; MT.18.6-7; RM. 14.21
TEMA→ ESCÂNDALO ENTRE IRMÃOS
TITULO→ E A IGREJA, VAI BEM?
QUEBRA-GELO→ UM CONSTRANGIMENTO OU DOR QUE ME ABALOU A FÉ , E COMO SUPEREI…
INTRODUÇÃO
Vez por outra, os meios de comunicação notificam grandes escândalos que envolvem líderes religiosos e (Igrejas Evangélicas). São verdadeiras bombas que provocam uma série de danos no meio evangélico e secular. No entanto, no dia a dia da Igreja, muitos escândalos acontecem por causa do mau testemunho de muitos irmãos. Outras vezes, certas atitudes que não são resultado de mau testemunho ou pecado, acabam se constituindo em escândalos para os fracos na fé. Há, nas igrejas, os escandalizáveis” que se tornam um sério problema para um bom relacionamento entre os irmãos. Há, também, os escandalizadores, que não estão nem um pouco preocupados com o bem-estar do seu próximo. Mas, o que é escândalo? Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, a palavra significa tropeço, armadilha, cilada, barreira, impedimento Assim, escândalo é tudo aquilo que faz tropeçar ou que seduz para o pecado. Aquilo que serve para impedir alguém de continuar o seu caminho. É o que desvia de Cristo, A simples admiração, surpresa, decepção ou mal-estar provocados pelas atitudes dos crentes, não devem ser considerados escândalo, pois, escandalizar é se tornar obstáculo no caminho de alguém. Porém, o presente estudo trata também do escândalo do modo como ele é entendido no meio evangélico, ou seja, o mal-estar que alguns sentem diante do comportamento de muitos irmãos.
CONTEXTUALIZAÇÃO
A questão abordada por Paulo no texto básico é quanto ao relacionamento dos cristãos mais fortes espiritualmente com os que são fracos. Para os fracos, comer uma carne sacrificada ao ídolo é pecado e eles se escandalizam com aqueles que comem. Paulo afirma que, para os fortes, esta é uma questão indiferente e a consciência deles não os acusa quando comem. É preciso entender que, muitos membros da igreja de Corinto, vieram do paganismo no qual os altares aos ídolos eram inúmeros. Nesses altares, animais eram sacrificados e depois a carne era vendida nos mercados. A questão era: comer ou não comer essa carne? Paulo ensina que essa é uma questão indiferente, pois, quem come ou deixa de comer não está pecando. No entanto, isso precisa não se tornar motivo para os fracos na fé voltarem ao paganismo e à idolatria. Hoje, os problemas podem ser outros. O “comer carne” pode corresponder àquelas atitudes que estão servindo de embaraço para muitos cristãos que são fracos na fé. Ainda hoje, percebe-se que muitos daqueles que ficam escandalizados, agem de forma semelhante. Não são capazes de perdoar, espalham boatos e comentários maldosos, criticam duramente, afastam-se da Igreja, renunciam cargos, ficam revoltados, fazem julgamentos precipitados etc. Essas atitudes também levam outros a se escandalizar e um círculo vicioso vai se formando. A mulher que foi apanhada em adultério provocou um grande escândalo (Jo. 8.1-31), mas a atitude daqueles que queriam apedrejá-la foi pior ainda. Comentando esta passagem o Rev. Augusto Gotardelo diz: “Naquele tribunal improvisado, Jesus era a única pessoa habilitada para apedrejar a pobre mulher porque Ele não tinha pecado. Contudo, cobriu-a com as flores da simpatia e do amor e entregou-lhe a mensagem que, atravessando os séculos, tem causado mal estar aos fariseus de todos os matizes: “Eu também não te condeno. Vai e não peques mais”.
1. O ESCANDALO E A PREOCUPAÇÃO COM O BEM-ESTAR DO IRMÃO
Não são raras as vezes em que, involuntariamente, alguém escandaliza o seu irmão em questões secundárias ou indiferentes. Outras vezes, com o seu pecado voluntário e consciente, muitos se tornam pedra de tropeço ou embaraço para eles. Pelo texto de 1 Coríntios 8.1-13, observa-se que os fortes na fé estavam prejudicando fracos com a sua liberdade cristã. Para os fortes, comer a carne, sem se preocupar se esta sacrificada ou não aos ídolos, era algo que não lhes afetava espiritualmente. Paulo não os condena por comerem aquela carne. O que ele não aprova é a maneira negligente e descuidada como que a questão era tratada. A ambos os grupos, fortes e fracos, estava faltando o amor cristão. Aos fortes Paulo faz a recomendação: “Vede, porém, que esta vossa liberdade não venha de algum modo a ser tropeço para os fracos” (v.9). É preciso que os mais fortes se preocupem com o bem-estar daqueles que não têm maturidade suficiente para lidar com certas questões. Se determinadas atitudes vão servir de cilada ou armadilha para um crente fraco cair em pecado, é preciso evitar, pelo bem do irmão e por amor a ele, até que ele perceba que nas coisas que não são pecados, cada um deve ter opinião bem definida em sua própria mente” (Rm 14.5). É preciso deixar que esse amor se torne o elemento motivador de todas as nossas atitudes. “E por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo”, diz o apóstolo (v.13) Leon Morris afirma: “Os feitos dos fortes não devem ser tais que cansem estorvo as progresso dos fracos. O que está certo para um homem pode estar errado para o outro. Ninguém deve querer impor os seus padrões do certo e do errado a outros, cuja consciência reage diferentemente”. É preciso agir para com o fraco sempre com a consideração e amor cristãos. “Fiz-me fraco para com os fracos”, argumenta Paulo (I Co 9.22). Espera-se também que os fracos se fortaleçam e evitem tolher a liberdade dos outros, deixando de ser “pedra no sapato” para aqueles que não se condenam no que fazem.
FONTE: Revista: E a igreja, vai bem?/AUTOR: Reverendo Sérgio Pereira Tavares (Manhumirim)
PENSE E RESPONDA
- Há escândalo na vida da igreja, que não devia ser revelado?
- Pode-se dizer que o escândalo tem o seu lado bom? Por quê?
- Há pessoas que se “escandalizam” por qualquer motivo. Pergunte-se: O que fazer com esses irmãos mais fracos?




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